18 fevereiro 2008

CRISE NAS ESCOLAS
















in
A BOLA de 14 de Fevereiro de 2008
(artigo publicado a pedido do autor)

05 fevereiro 2008

04 fevereiro 2008

03 fevereiro 2008

PREPARAM-SE AVALIAÇÕES? O QUE SE PEDE É UMA NOVA ATITUDE

1. Quando tocar para a entrada, nunca mais deixar-se ficar à conversa; não se atrasar pelo caminho, em lentas caminhadas com dois ou três colegas. Atropelar, acotovelar, disparar. Chegar ao pavilhão, cumprimentar a funcionária bem alto, para que ela note as horas a que chega, perguntar, inocentemente, «Então?! Não me diga que sou o primeiro...? Que andarão os meus colegas a fazer???», e seguir para a sala de aula sacudindo desdenhosamente a cabeça.

2. Não perder tempo a preparar aulas, o que é cansativo. Em vez disso, fotocopiar papelada: planificações, indicações, teorias. Páginas de livros, de sebentas, que adicionará ao seu processo - e que nem precisa de ter lido. Aliás, ninguém lerá: mas dá um aspecto sério!

3. Transformar todos os momentos de descanso em teoria pedagógica; registá-los, patenteá-los. Em vez de dar aula ficou a conversar com os alunos? Chame a esse momento: «Diagnóstico lúdico-didáctico»; em vez de corrigir testes foi ao cinema? Chame-lhe: «Despertar os alunos para a importância da espera, como elemento formativo».

4. Abster-se de dar negativas; ter sempre presente a grande lição da ministra: o sucesso é, fundamentalmente, uma questão estatística.

5. Vir para a escola com um trólei de ar carregado, o que sublinha necessariamente o seu estatuto-vip e, mais do que isso, competente. (O trólei até pode vir vazio, que ninguém vai revistá-lo. Por enquanto...!)

6. Pagar um copo ao seu Coordenador[a]. (Lembre-se: ele/ela acabará por avaliá-lo). Se ele/ela não beber, não lhe pague, alternativamente, cafés, que tenderão a enervá-lo e a fazer subir a tensão, o que não é bom para si. Pague-lhe antes um almoço. Ou dois.

7. Nunca, sob pretexto algum, discutir com a Dona Coluna. [Ela tem um carimbo!]

8. Se tudo isto começa a parecer-lhe complicado, reforme-se. Anda aí uma onda de reformas. Não se importe de perder dez ou quinze euros: vai ganhar em sanidade mental. E os potenciais competidores agradecerão!!!

Vêm aí as avaliações. Isto são somente algumas dicas de efeito seguro.

REFORMAS À VISTA NA ESLAV - UMA ANTEVISÃO

31 janeiro 2008

PENSAVAM QUE ME CALAVA?

Ao que parece, houve uma mãe que tropeçou neste blogue e, movida por uma ira justa e virtuosa, semelhante à da nossa ministra, quis pôr um freio nos professores. Daí a chamar a atenção para que estes devem ser «um exemplo», logo não podem ter blogues feios, porcos e maus, foi um passo: imprimiu, juntou páginas, mostrou, enviou, fez o processo. Não é que me tenham dito alguma coisa pessoalmente (aliás, a mim ninguém me diz nada), limitei-me apenas a ouvir os zunzuns mas não me posso calar, que isso é coisa que não suporto.
Se a dita senhora me dissesse qualquer coisa pessoalmente, eu também tinha umas tantas para lhe dizer...porque ela nem deve fazer a mínima ideia do que nós temos que fazer nas aulas para disciplinar as feras. No tempo do meu saudoso tenente Balicha, sim, no tempo em que havia respeito, nada disto acontecia. Se um praça dissesse, ou melhor, sonhasse! dizer um palavrão em público...era o bom e o bonito. Um correctivo de três dias na solitária e um mês sem dia de folga. A ver se não aprendíamos a lição!
Esta mãe, quero desde já dizer-lhe, em relação a mim está muito enganada. Porque eu não sou feio, nem porco, nem mau. Pelo contrário. Primo até por uma certa inocência. A senhora quer acreditar que a minha artista preferida até é a Floribella? Sobretudo agora, que aparece, em trajes menores, na minha revista masculina predilecta! Aquela miudinha, isto é, aquela que até há pouco tempo era uma miudinha, mas que sempre mostrou ter bom coração. Considero-a até um exemplo a seguir por todas as jovens: é bom de ver como um coração tão grande e tão bom alastrou ao corpo todo. Fenómenos destes não há muitos, não.
Até aposto que ela este ano vai bater o recorde de visitas na internet. Dizem que no ano passado a mais procurada foi a Ana Malhoa; não foi graças a mim que ela ganhou, mas confesso que ainda lá dei meia dúzia de cliques. Um homem tem que ver coisas giras, que raio, não pode ser só escola.

26 janeiro 2008

ORA PONHA AQUI O SEU PEZINHO

Poderia supor-se que certos professores arrastam os atacadores dos sapatos porque sofrem de dores de costas; afinal apenas que não sabem dar nós eficazes. Graças a isso, descobriu-se mais uma especialização da professora Ouro Incenso e Mirra - disponível quando em aaa ou em qualquer intervalo.

25 janeiro 2008

COMO SE CRIAM AS MODAS

Uma escola não seria uma escola se, nela, se não destacassem figuras-modelo, verdadeiros líderes, pessoas que, pela sua superioridade em qualquer plano, tendemos todos a copiar.

O pochato, por exemplo, durante anos a fio, tentou que o seguissem; vinha, resistentemente, de pochete para a escola: imaginava todos os colegas a imitá-lo, cada um com sua pochete, segura no braço meio dobrado, encolhido. Teve azar! Vinha com pochetes misteriosas, que perguntávamos que diacho conteriam, ou com pochetes em forma de cantil, de que sugava um líquido qualquer, ou pochetes assim, ou pochetes assado. Nunca o seguiram. Não é modelo quem quer! O resultado foi que alguma senhora invejosa lhe fanou a malinha de mão. E o pochato, sem essa sua bizarria, perdeu 98,3 % do seu interesse e do seu encanto. Já nem faz sentido que lhe chamemos «Pochato». Tem de passar agora a ser, simplesmente, o «chato»...

Já, por outro lado, madame resolve vir de trólei, e os tróleis começam a amontoar-se, a provocar engarrafamentos nas pontes e passadiças da escola.

O mesmo acontece, por exemplo, com a dona Juju. Decidiu, um dia, trazer aquela pastinha acinzentada - enfim, cor-de-rato-quando-foge - que diz «Areal»; (uma daquelas, portanto, com que as editoras compram os professores, nunca descobri a troco de quê); pois nem três dias eram passados, e já se multiplicavam por esta escola fora as pastinhas-Areal. Já contei quatro, sei que há muitas mais, que as colegas até as confundem e levam para casa as das outras, que e que que. Lá está: foi a Juju que a lançou. Sim, sim, a Ximão. Eu já desconfiava. Sou perspicaz. Quando vejo um líder, um modelo, reconheço-o logo...

23 janeiro 2008

FILHA DA MÃE

1. tranquilizem-se ó timoratos e dédeis espíritos, pois não se trata de mais uma crónica a malhar no Nunes da ASAE; este regresso à escrita do vosso humilde e fantasmagórico escravo/escriba não visa especular pela palavra escrita sobre essa enigmática personagem...Não , não se trata DO Nunes da ASAE, mas sim DA NUNES das AAs
2. a NUNES das AAs, zeloza funcionária desta instituição escolar, antiga descascadora de batatas no refeitório e costureira frustada (que indromina as colegas e alguns profs - entre os quais EU!!!- com arranjos de bainhas a preços de mercado!!!), foi presenteada Há 2 ou 3 anos com uma melhoria substancial na sua carreira...Passou a controlar e a marcar faltas aos profs escalados para as AAs
3. dir-me-ão...o que tem isso de mais? súcia de baldistas, que não quere é fazer nada...Ok!! também os (as) há desse jaez....mas adita cuja NUNES, inchada com a promoção súbita e pressionada certamente por outros(as) zelosos(as) cumpridores da lei, respirou fundo e mãos à obra...Vamos lá tratar desta cambada de inuteis que se arrastam pela sala dos profs sem fazerem nada...
4. continuarão a dizer-me...mas o que tem isso de mais? Ok!!...pois bem...a dita cuja, a NUNES das AAs, resolveu enfunar as velas e, num desmando de idiotice e estonteante subida de poder à cabeça, começou a perseguir e a tentar castigar este vosso servo/escriba...e de que modo? marcando faltas enquanto o prof se encontrava a cumprir as AAs para que tinha sido chamado...
Por 2 (duas) vezes, duas, a idiota ex- descascadora de batatas carimbou a vermelho FALTA no respectivo espaço , e rasurou de seguida ao verificar que tinha descascado não a batata, mas a sua própria mão...
~5. como sabeis, prezados leitores, e eu também, é legal a marcação de falta quando o prof não se encontra na sala na altura da sua escala de AA, mas É ILEGAL a rasura de livros de ponto quando o prof está a cumprir o seu serviço e a zelosa NUNES, que se ausenta da sala frequentemente, não vê o prof e (neste meu caso) infere, num rápido e contudente raciocínio lógico, que o prof está a faltar...´
6. mas a zelosa não fica por aqui...arroga-se o direito de, quando algum(a) prof inadvertidamente sai da sala, para ir comprar um bolo/sande ao bar- pois a zelosa e higiénica NUNES às 3 da tarde já vendeu por ENCOMENDA, TODO O SEU STOK, ...o dito (a) prof é brindado, na sua reentrada na sala, com uma valente descompustura, em voz alta e tom de séria ameaça...claro que os(as) invertebradas profs, agacham-se perante o tau-tau ministrado e ,com o rabinho entre as pernas e cosidas com a parede lateral, esgueiramse com ar culpado para a cadeira mais afastada e escondida da sala...
7.mas este vosso servo/fantasmagórico/escriba não é desses...o filho da minha fantasmagórica e querida mãe ainda tem espinha...não chateia ninguém e ~dá-se bem com a generalidade da comunidade escolar...mas se lhe pisam o calo!!!....Atenção...!!!ARMA-SE AQUI UM REVIRALHO QUE ESTA TRETA VAI TODA À FRENTE....E NAO FICA PEDRA SOBRE PEDRA!!!
8. a zelosa NUNES das AAs não é tão zelosa assim na sua função complementar; ninguém é perfeito, claro! não tem higiene nenhuma a mexer na comida... é frequente a casa de banho passar dois dias sem toalhetes para as mãos... é frequente a água de limpeza dos urinóis estar a correr durante todo o dia!! (pra limpar o quê?) numa atitude ecológica e racionalmente poupada...mas no resto e para este vosso servo/escriba é ZELAR...ZELAR À LUPA E CARIMBAR A VERMELHO...
9. acabo já...vocês, os mais novos, não devem ter lido as obras de José Vilhena...é pena...mas ainda vão a tempo e eu posso emprestar algumas...como "O FILHO DA MÃE" ou "O FILHO DA MÃE VOLTA A ATACAR" ou "A HISTÓRIA DA PULHICE HUMANA"....esta FILHA DA MÃE de que vos falei tinha papel de destaque em qualquer das citadas obras....

22 janeiro 2008

HOMENAGEM




20 janeiro 2008

DESCUBRA AS DIFERENÇAS



UMA NOVA CARTA À DRA. RUTH: «QUANTO MAIS ME BATES, MAIS GOSTO DE TI: QUE FAZER?!»

Querida Dra. Ruth:

Ajude-me, por favor.
O maior prazer de que me lembro, foi o de, ainda criança, muito criança, estar sentado num degrau, com as mãozinhas apoiadas no chão, quando, inadvertidamente, uma senhora poisou sobre uma das minhas mãos o salto alto e pontiagudo do seu sapato, tipo agulha, como se me quisesse cravar a mão ao chão; recordo-me de que não só não chorei, como fui invadido por uma onda de prazer desconhecido, que me percorreu o corpo todo. A minha vida sexual é, num certo sentido, bastante rica e bastante intensa: sempre que me entalo, que me corto, que sou agredido, esfaqueado, esbofeteado, que estou numa reunião de departamento, sinto gloriosas ondas de gozo!

Mas não pense que nisso reside o meu problema. Não. O meu problema é que eu sou professor, Dra. Ruth. E, como tal, deveria estar indignado e revoltado com a forma como a senhora dona Lurdes tem tratado os professores - ou seja, abaixo de cão! Os meus colegas esperam, de mim, que me sinta frustrado com as trapalhadas e as inépcias ministeriais, as lutas pela titularidade, a multiplicação do tempo que passo na escola, cada vez mais vão e mais vazio, menos dedicado aos alunos, com o próprio discurso da senhora e dos seus subalternos...

E a verdade, Dra. Ruth, é que eu não consigo indignar-me. Porque, secretamente, me apaixonei pela senhora dona Lurdes, eu que, toda a vida, sonhei encontrar uma mulher que me desprezasse e falasse assim, que me tratasse assim, com aquela voz rancorosa e aquele fácies duro. Que hei-de fazer? Responda-me, Dra. Ruth. Suplico-lhe.

João Rama Zoquista


Querido João:

Continue, secretamente, a sonhar com a sua paixão. Entretanto, junto aos seus colegas, participe nas manifestações contra a ministra. Mostre-se raivoso. Erga no ar as faixas com as palavras de ordem mais duras. (No entanto, eis o pequeno segredo que o pode ajudar, aproveite para deixar que os paus das faixas lhe batam na cabeça; peça às colegas que levam o material em tróleis, que lhe passem com os tróleis por cima; deixe cair máquinas de costura no dedão do pé, como outros já fizeram; ou seja, retire também prazer do protesto...)
Gosto muito de ajudar.

Sempre à sua disposição,

Dra. Ruth

18 janeiro 2008

O MODUS OPERANDI

Ex. ma senhora dona Lurdes:

Serve a presente para a pôr a par dos últimos acontecimentos na escola que, se bem me lembro, tínhamos decidido designar pelo nome de código «A Velha é Linda».

Hoje, apareceram-me aqui o agente Simões e o agente Azevedo, em polvorosa, a dar-me conta de que tinha havido uma ameaça de bomba. O agente Simões só me repetia não sei quê do «modus operandi», e que este não seria o «modus operandi» dos terroristas, nem dos bombistas, que não costumam ter um sotaque tão nortenho, mais o «modus operandi» para cá e o «modus operandi» para lá. Até que eu o mandei calar e passámos de imediato às investigações.

Temos como suspeitos, para já, Mrs. X (para continuar a falar em código), que se passeia pelos corredores da escola como se estivesse num aeroporto internacional, com um trólei onde me parece possível que transporte algumas bombas.

Por outro lado, temos aquela senhora cujo nome também não vou dizer por claro, mas a quem poderíamos chamar senhora Belém, ou tratá-la por outro nome de estação de caminhos-de-ferro (desde que não fosse, é claro, «caxias», porque assim já não seria código); trata-se, em resumo, de uma senhora professora a quem se terá metido um dia na cabeça que era por força campista, de modo que se passeia, alegremente, sempre com uma mochila às costas, onde quer que vá, aparentando levar, no interior da dita, um saco-cama, garrafas de água, lanternas, frigideiras, peúgos e outro material de campismo. Há a hipótese de que transportasse uma bomba.

Não deixámos também, como é evidente, de tomar devida nota de um senhor y, que passava aí muito de pochete. O que é, obviamente, qualquer coisa altamente suspeita. Fomos interrogá-lo, e o que ele nos confidenciou foi que «já não tinha pochetes», que lhe teriam roubado a sua querida pochete e, desde aí, nem queria voltar a ouvir falar nisso.
O agente Azevedo, quanto a mim pertinentemente, estranhou:
- Roubaram-lhe a pochete e o senhor não notificou a polícia?!
Está bem visto, não é verdade?
É suspeito, não é?
Assim tem sido o nosso «modus operandi» em referência ao assunto em questão.
Dar-lhe-ei conta de toda e qualquer evolução.

Respeitosamente,

Gaspar Olhovivo

11 janeiro 2008

TENTANDO LAVAR A CARA À ESLAV – Parte I (sem Parte II à vista)

- Boa tarde senhor Tony, já estava à sua espera, conforme combinamos…
- Ah, pois foi, mas eu não posso ir…
- Mas tínhamos combinado…Vim de propósito para vir trabalhar consigo… para lhe dar apoio, amparar o escadote, segurar no burquim, dispensar-lhe o nível, dar-lhe o fio de prumo...
-Pois! (diz, coçando a cabeça), mas é apareceram uns assuntos urgentes, sabe como é. Em primeiro lugar é preciso pôr aqueles placares no sítio, ali no polivalente.
-Bem vejo, até lá está uma mesinha; é para ir meditando acerca da obra, não? Para ver se está tudo direitinho…
-Isto ficou um pandemónio depois de cá virem pôr este carrossel vermelho. Podemos é deixar aquilo do bufete para outro dia. Ordens superiores…
-Pois, estou mesmo a ver, deve ser para quando eu estiver a dar aula…
-Olhe, olhe!, faça-me um favorzinho, chegue-se mais para aqui, isso isso! Tape-me… Vem lá a professora Mádá Blanco… pela cara dela estou mesmo a ver que me vem pedir pela milionési…ham…pela primeira vez para lá ir afixar uns painéis na sala dela…
-Oh! Senhor Tony, era mesmo consigo que eu queria falar!
-Professora Blanco, como está?
-Bem obrigada, então quando é que lá vai fazer aquilo?
-Não viu o Alelex, não? Vou ver se o encontro por aí…preciso perguntar umas coisas…é tudo tão urgente, meu Deus, tanta coisa para fazer… E logo hoje que o meu ajudante sofreu um ataque com gás sarin, saron, pimenta, ou lá lá o que é... esta canalha que não nos deixa trabalhar...

09 janeiro 2008

ANO NOVO, GRAAANDES MUDANÇAS

1. Quem se aproxima distraidamente de um dos flancos da escola, tchan-tchan!, é forçado, de repente, a segurar os seus olhos, não vão estes saltar-lhe das órbitas. Sobre o gradeamento, de um e de outro lado, tchan-tchan!, cartazes gigantescos chamam a atenção para preços baixíssimos. Publicidade ao «Continente»?! Ao «Modelo»?! Não é possível. Depois, principio a entender melhor a mensagem subtil e irónica. É um recado para o Ministério, pois é? Baratos, baratos, só os professores. Há que consumi-los. (Eles já andam tão consumidinhos...)

2. Mas, entrando-se, deparamos com enormes alterações físicas: rampas e escorregas em metal vermelho, plataformas e pontes levadiças. Aí, ingenuamente, julguei que se tratava de facilitar a circulação de alunos portadores de deficiência. Ou de ajudar aqueles professores que têm o costume bizarro, mal põem um pé na escola, e perante qualquer mica, qualquer degrau, qualquer tapete, de escorregar, tropeçar, cair. Por fim, também entendi: todo este aparato estrutural visa nem mais do que permitir Madame circular por todo o lado com o seu trólei. Vip é vip!

3. O trólei?! Primeiro estranha-se, depois entranha-se. No dia 0, as pessoas riam-se um bocadinho. Nos dias 1, 2 e 3, calavam-se um bocadinho com os risos, porque a Madame não gosta que a gozem. Mas daqui a umas semanas, vão começar a aparecer mais tróleis. Ponho as mãos no fogo.

4. Nem todos serão de marca. O «Lidl» anda a vendê-los. Talvez a escola pudesse anunciar, em cartazes, à porta...?!

21 dezembro 2007

LAVANDO A CARA À ESLAV - I

A escola está a ficar cada dia mais bonita. Aperalta-se para o 2008. Leva algum tempo, um dinheirito extra, algum sacrifício, um jorro de suor, mas principalmente muita paciência!
-Ah, senhor Tony! Isto está a ficar bonito! Ainda falta colocar muito sinais?
-Alguns, assim que houver mais um tempinho, acaba-se isso. Uma pessoa não consegue fazer tudo. Mas venha cá ver os que já estão. Olhe, começamos por aqui, pelo pavilhão A. Tá lindo ou não?
-Hã...?
-Não era assim que queria?
-Olhe lá, isto não era para ser ao contrário? Isto não é um 6, é um 9! Não viu o ponteiro do rato?
-Ai, é? Ah, veja lá que nem repararei nesse sinalzinho... Parece que estou a ver pior... (pigarreia senhor Tony, limpando os óculos à bata azul).
-Então e os outros pavilhões? Já está na 24?
-Venha, venha ver.
-Mas e este papel? O que é que faz fora do acrílico? Ó homem, isso era por dentro!, ENTRE os acrílicos!
-Ai era? Veja lá como as coisas são. Estava escuro, sabe, à tardinha...
-E este das casas de banho? Podia estar mais direitinho, não? Você não sabe usar o nível?
-Tá torto? Eu ia jurar que não! Sabe como é, de manhãzinha, há muita luz, um gajo confia...
-Olhe este aqui, o da sala dos professores, porque é que tem estes buracos atrás? Não sabia escondê-los?
-Buracos? Ai isso são buracos? E eu que pensei que eram chicletes, daquelas coisas, que os miúdos colam nas paredes...
-Olhe. Quando mudar esse, aproveite para por os dois das casas de banho no polivalente; é que, quando há um masculino, ali ao lado há sempre um feminino, percebeu? Já viu que tem que tirá-los todos, não é? Mas por favor, não faça isso sozinho...

18 dezembro 2007

MARCAS QUE MARCAM ESTE NATAL

As ocasiões festivas são, no ano, os momentos propícios à mostra de modelos que aguardam uma oportunidade de brilhar. O acessório do ano, recém-eleito por unanimidade por toda a comunidade eslavense apresentou-se hoje a público, provocando uma autêntica revolução mediática. Contra todas as previsões, conseguiu-se um esboço do modelito, que pecava pela ausência da outra peça com que estava planeado o binário, presumivelmente assinado por Agata Ruim de la Parda.

AFINAL O PRESIDENTE COMOVEU-SE!!!


Não, o presidente não verteu uma lágrima no acto eleitoral, mas no momento da investidura, apontam-se-lhe três lágrimazinhas marotas...

17 dezembro 2007

MADAME VEM DE TROLLEY (ESCREVE-SE ASSIM?!)

Madame teve, de presente de anos, para além de jóias, peles e tudo o que merece, um trolley - uma coisa tão fina e tão moderna, que nem sei se é mesmo assim que se escreve...

MADAME [referindo-se à prenda, vaidosa] - ... Eu andava tão carregada (ele eram testes, ele era o pc portátil, ele eram gravadores e, sobretudo, o meu carnet, tão pesado, tão cheio de informações e de planos maquiavélicos...) que já me queixava da coluna, das costas, dos braços. E vai daí, ofereceram-me um trolley... vou começar a trazê-lo no próximo período e já estou mesmo a ver: muita gente que eu cá sei vai rilhar os dentes de inveja. Toma!

O que levou Madame a insinuar que lhe deviam oferecer um trolley? O que levou a que lho oferecessem, finalmente? A grande queda!
Há dias, algures, Madame escorregara em não sei quê (uma mica?! uma uva?! um pobre tapete que lá estava cumprindo a sua função?!) e deslizara ainda mais rapidamente do que se fosse, ela própria, um trolley e zzzzzzzum: navegara, vogara, voara e aterrara no chão, sob testes, o pc, o gravador, o carnet...
E ninguém se tinha movido. Essa é que é essa. Havia pessoas a assistir e ninguém fora capaz de se dirigir a correr ou, vá, mesmo devagarinho, numa operação de salvamento: NINGUÉM!
Há quem diga que assim sucedeu porque, quanto maior a velocidade do espectáculo, mais lentos e lerdos tendem a ficar os espectadores.
A versão em que confio mais, não é essa. Diz que as pessoas paralizaram. Aterradas! Se Madame cai, é bom não se estar por perto quando ela se levantar porque, lá diz o antigo provérbio: «Madame zangada, ui ui, faz de conta que não existes! Não te mexas não te mexas ui ui!»
E foi isto.
Ofereceram-lhe o trolley...

13 dezembro 2007

O TRATADO E AS ELEIÇÕES

Hoje foi um dia marcante: houve eleições na eslav e assinou-se um tratado que dizem ser tão ou mais decisivo para o nosso futuro quanto o acto eleitoral eslavense. Não sei qual dos dois acontecimentos é digno de maior destaque, mas só fui convocada para um. Sei que não vi nem uma lagrimazinha comovida assomar aos olhos do presidente Arminho. E que ninguém registou que eu assinalei o X no boletim de voto exactamente às 10:13h. E também sei que não foram distribuídas nem canetas de prata nem bics cor de laranja para comemorar o acto. Sei somente que foram distribuídos uns chocolatinhos e uns bolinhos do lidl e que nem sequer era para nos adoçar a beiça; tratou-se do fruto do acaso, que é como se traduz wahlen A, do alemão.

10 dezembro 2007


08 dezembro 2007

UM IDEIA DE SE LHE TIRAR O CHAPÉU (E UM POUCO MAIS)

Todos sabemos que dinheiro é coisa que nunca abunda nas escolas mas o pior é que não é só o dinheiro que escasseia. Não é que hoje me tenha dado para desfiar o rosário de queixumes, que eu até sou avesso a pegar em objectos de cariz religioso. Que falta dinheiro, que os Encarregados de Educação andam completamente histéricos (como se tivessem que educar não só os seus educandos, mas os próprios professores), que o ministério já não sabe o que mais inventar, nada disto é novo mas não podemos dizer só dizer mal.

É verdade que as coisas estão péssimas. Pois por isso mesmo, é chegada a altura de sorrir e tomar uma atitude de quem está feliz. Já dizia o saudoso sargento Balicha, que deve andar, entre nuvens, a pôr os anjos todos a fazer flexões, gritando-lhes: «Tocar harpa? Ai vocemecê queria tocar harpa, não? Eu vos dou a harpa! Sua Amelinha! Já aí trezentas flexões... e sem milagres, hã?». Mas não é nada disto que eu lhe queria citar; ele dizia muitas vezes o seguinte: - Nunca deixes que tenham pena de ti! Quando estiveres na penúria, antes que te lamentem e digam «pobre tipo!», arranja um carro topo de gama, nem que fiques sem comer durante um mês, e cala a boca aos profissionais da piedade!

Ora bem, eu tenho uma ideia para a escola começar a juntar dinheiro para as boas causas. Tenho pena de não ter sido eu a inventar a ideia mas tenho o privilégio de a propôr.
Já ouviram falar desta moda que é umas mães, ou umas velhinhas, ou umas donas de casa, fotografarem-se nuas e fazerem uns calendários para vender? É por toda a parte e por todas as causas. Ele é até os bombeiros, mas esses não tiveram coragem para se despir, como fizeram aqui há tempos alguns, bem, cala-te boca, que isto não é para dizer mal.
Ora, digo eu, porque não se organiza a escola para fotografar os professores nus? E parecia-vos muito mal se, já agora, eu pedisse que fossem só «as» professoras? E NÃO TODAS!?, que eu até me oferecia para fazer parte do júri que se incumbisse de seleccionar as fotografias mais... interessantes?
Espero que esta ideia siga o seu caminho. Até porque me chegou às antenas que anda aí uma mãe de um aluno, muito ofendida com o blogue dos professores, porque se esqueceram de lhe explicar que, se não queria que o seu filho acedesse ao dito blogue, tinha boa solução, que era impedi-lo de o fazer. Essa senhora até se deu ao trabalho de imprimir os últimos posts do blogue, para fazer queixas da pouca-vergonha. De modo que, pensei para comigo, como a senhora gosta de imprimir, talvez lhe pudéssemos pedir que fizesse o favor de nos imprimir os calendários. Ou não?

27 novembro 2007

ONDE É QUE JÁ AS VI?

As suricatas são uns pequenos mamíferos com pouco mais de metro e meio; a sua pelagem varia numa larga gama acastanhada. Têm garras afiadas, mas não tanto quanto os seus olhos, que nunca param. Uma capacidade curiosa que distingue as suricatas de outros animais, é a capacidade de se erguerem nas patas traseiras, facto que lhes dá um perfil curioso, vertical e perspicaz, muito diferente dos demais animaizitos que habitam a sua colónia, quase todos de porte maior. As suricatas são exclusivamente diurnas e definem bem o seu território, que defendem criteriosamente. A sua colónia é formada por indivíduos que gostam de se organizar em círculo. Dentro do grupo, as suricatas revezam-se nas tarefas de vigia, o que faz com que sejam um grupo atento, perspicaz e de um modo geral, bem informado. O sistema social das suricatas é complexo e inclui uma linguagem própria que parece indicar entre si, por exemplo, que um predador se aproxima. Quando isso acontece, as suricatas observam atentamente a presumível ameaça, rodando as cabeças, baixando os olhos e o volume do ruído que emitem; por vezes erguem-se nas patas traseiras, como quem diz "estava mesmo a sair" ou "vou ali, já venho".
Estudos mostram que as suricatas, quando se sentem ameaçadas, podem tornar-se conflituosas. Ao contrário, os elementos do mesmo grupo são amistosos entre si, dão beijinhos e abraços e cuidam a pelagem uns dos outros. São ainda capazes de angariar novos elementos para o seu grupo, ensinando-lhes os seus truques, num método semelhante à capacidade humana de ensinar.

22 novembro 2007










Publicado n' A BOLA de 22 de Novembro de 2007

21 novembro 2007

ESPANTOSA (IR)REALIDADE

Prof. X – Tá um dia lindo.

Prof. Y – Pois tá, já tinha reparado.

Prof. X – Quem diria, depois do que choveu ontem.

Prof. Y – Pois.

Prof. X – Já é tarde.

Prof. Y – Pois é, o tempo voa. Principalmente o dos intervalos.

Prof. X – Tens uma camisola muito linda. Foste tu que fizeste?

Prof. Z – Fui, fui. É o meu passatempo favorito. Alivia o stress.

Prof. X – Todos precisamos de aliviar os nervos com alguma coisa.

Prof. Y – Sabes se vão voltar a eleger o professor do ano?

Prof. X – Só se for para o ano. Como é que eles fazem isso?

Prof. Y – Acho que um dos factores é a criatividade no desempenho de funções, a capacidade de quebrar a rotina na escola.

Prof. X – Ah. Eu sou criativa. Costumava sentar-me naquele sofá e cruzar os braços; hoje sentei-me nesta cadeira e cruzei as pernas. E pensei nisso tudo enquanto vinha para cá.

Prof. Y – A mim, criatividade também não me falta; costumo meter uma moeda de 50 cêntimos na máquina e hoje meti três de 10.

Prof. X – E eu? Todos os dias pelo à dona Coluna um bolo diferente para comer, mesmo que ela não o tenha. O que é que há de rotina nisto?

Prof. Y – Que turma vais ter agora?

Prof. X – Não sei de cor, mas uma coisa te garanto: não é a mesma de há bocado.

MAUS EXEMPLOS

A Encarregada de Educação bufava toda a sua indignação, perante a DT.
ENCARREGADA - Pois é como lhe digo. Abriram ali em frente da escola um McDonald's.
DT - Ai sim?!
ENCARREGADA - Só gordura! E aquele ketchup?! E aquelas batatas...? E que mau exemplo para os miudos da escola. Já reparou? Come-se com as mãos! Não há uma faquinha, não há um garfo, nada, nada...!
DT - É, não é?
ENCARREGADA - Estava então ali, a criticar aquilo tudo, comendo um hamburger que me deixou cheia de azia quando... que vejo eu...?
DT - Que vê a senhora???
ENCARREGADA - Um grupo de professores da escola. Veja lá! É verdade! Um grupo de professores da escola, que deviam dar o exemplo, comer bem, ensinar a comer, ali todos repimpados, cada um com o seu hamburger...! E um com ketchup a cair-lhe pelo queixo... um nojo, um nojo. Acha bem? A senhora acha bem?
DT - Eu...!
ENCARREGADA - Não pode ser, não é verdade? Professores, que dão o exemplo, ou que deveriam dar o exemplo, não têm o direito de ir comer a um McDonald's, a que os alunos têm acesso. Olhe, fotografei-os a todos! Tenho aqui fotocópias das fotografias... Tome, tome. Eu vou enviar isto ao CE. Que não pode ser! Queremos educar os nossos filhos, confiamos nos professores, e descobrimos que eles vão ao McDonald's a que os alunos também têm acesso?
DT - Mas...
ENCARREGADA - Isto vai ter de mudar. E já viu isto? Se reparar bem, nessa fotografia aí, sim, nessa, nessa, está um dos professores a tocar gaita de beiços. Isto é exemplo, por acaso? Também vou fazer queixa, está claro! Os professores não devem tocar gaita de beiços, não é digno. Eles são um exemplo! Que diabo! Violino, violeta, ainda vá. Gaita?! E por que não ferrinhos, já agora?! Há que tomar uma atitude. Professor da escola onde anda o meu filho, não. Nem McDonald's, nem gaita de beiços, nem ferrinhos. Não é essa a imagem que...
DT - Mas oiça...
ENCARREGADA - Ainda bem que está de acordo. Eu sabia que podia contar com o seu apoio. Estes professores não se mancam. Quer uma batata frita, que eu ainda aqui tenho na minha mala? Trouxe molhos, quer pôr algum???

20 novembro 2007

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11 novembro 2007

CAMPANHA ELEITORAL...PUFFF!!!!

1.A insidiosa e pencária criatura continua....É o Fantasma e o Sismo...É o Fantasma e a Profª Maravilha...mais o Benfica...Bolas....até já cansa os próprios Fantasmas....enfim, Pufff!!!
2.As patéticas e ciumentas arremetidas do frustado Polifemo (ele gostava de ter um olho grande na testa pra tudo vigiar, mas só tem dois muito pequeninos de raposa matreira que, pela calada, esmifram tudo o que se passa em redor...), pelos vistos, conseguem por picaretas a chorar a rir...pobres picaretas...enfim, Pufff!!!
3.E algumas outras libelinhas, melguitas e traças que esvoaçam diariamente na sala, conluem-se com o Sarcophilus harrisii... e esta velha praça, um pouco cansada é verdade de longos e tenazes combates que sempre teve que travar ao longo da sua fantasmagórica vida, interroga-se....PORQUÊ?
3. Só pode ser uma a causa: o Sarcophilus pencarius quer promover a minha candidatura a chefe do governo nas próximas eleições e vai fazendo campanha eleitoral....já tem mandatárias e outras quejandas...enfim, Pufff!!!!
4.Mas atenção ó Pencarius harrisii...nem todos te seguirão nessa campanha...eu, por exemplo; a profª Maravilha... e o Sismo!!!! já pensaste bem os votos que perderás só com o Sismo....??? Pufff!!!

EM DIRECTO E EXCLUSIVO- Episódio 2

"Caros espectadores renovamos os nossos votos de um bom dia, desde eta escola maravilhosa onde continua a decorrer a gloriosa jornada patrocinada pela Ed Física...Ah...temos connosco o Prof Dr Jubilado Honoris e Causas VAIS COM SELOS GARBOSO...Prof...pode dar-nos uma idéia do resto do programa a apresentar?..." "Ah...mas claro....é a GNR e os cavalos e depois a grande corrida final com os especialistas em velocidade pura, em pré seleccção para os Para Pre Pro Olímpicos..." Retorna o comentador "muito bem, Prof...espectadores eis que que surge no campo o esquadrão da GNR com os seus cavalos...em graciosos e geométricos movimentos...mas...o que é isto..?? será a câmara que está ao contrário..?? mas não...é mesmo real..o major, dois capitães e oito praças da GNR cavalgam com donaire e elegância, com as respectivas alimárias às costas...a multidão exulta...em especial Euclides, o boi, e a sua manada....os para militares executam na perfeição, gavotes, ronddos e outras danças palacianas, enquanto os cavalos, à garupa; saudam exuberantemente a multidão ululante com gestos graciosos e bater de cascos...nunca visto, estimados ouvintes...é uma transmissão histórica do seu canal preferido, XIC, o canal que está onde voc~e nunca quer estar..."
Da multidão que apinhava o espaço circundante e os telhados dos pavilões, destacava-se Euclides, o boi..." Muuuuu....eh valentes cavalgaduras...assim é que é!!! mas parem lá com essas danças da treta...afifem-lhe com um fandando à ribatejano....ah...se aqui estivesse o CORLEÃO, BOI CAMPINO E TOIRO LINDO....MUUUUU::::" acompanhava em coro o resto da manada...
Circunspecto e encostado a uma árvore centenária, afanosamente regada a conta gotas com água destilada por COMDORES AL-FAYATE, o Presidente TROLHA MIGALHÕES inquiria os botões roxo pardos do seu inexistente colete..."Com cem mil abetardas....não acredito no que os meus olhos vêm...o comande do posto da GNR, major DALHE QINDA MEXE, a prestar-se a estas figuras...cum caraças...tantos uisques que eu mamei lá no posto, com o EMBORCANDO ROCHA, e outros velhos compinchas... e o gajo não era nada disto...será que se reformou com penalização e tem que fazer estes números pra ganhar pra bucha...??? só pode ser isso...tenho que levar este assunto à próxima reunião da Assembleia..."
PIKAS VAREJEIRA, esfregando as mãos, não podia estar mais feliz exibindo o alvar sorriso de cabeçudo insecto satisfeito...." Ah VAIS COM SELOS...esta 2ª parte está a correr muito bem, o ovo gosta...adora...repara até o EUCLIDES, o boi, e a sua manada batem um rigoroso fandango no telhado do ginásio...ah..nunca pensei que vivia pra ver uma coisa destas..." Mas VAIS COM SELOS nem a ouvia...recolhido atrás da cãmara de TV e protegido pelas lentes semi focais e ultra escurecidas das sua cangalhas, lobrigava uma chance de focalizar os seus faróis oculares na esbelta figura da colega e profª ALGÁLIA..." AH ALGÁLIA, ALGÁLIA...tu com esse corpinho andas a perder-te....a aturar pestinhas , 319s, deslocados e ausentes em parte incerta...nem sei porque vais às aulas de ginástica... nem me ligas nenhuma....eu mando o pessoal prós espaldares e tu penduras-te no cesto de basket...nem reparas que aqui há um coração que sofre por ti... e..." "ACORDA, GAITA!!!!" grita estridente PIKAS.."Tás a devanear ó quÊ..?? tens que assinar aqui a papelada do internamento de urgência da JOÃO EMBIRRA e anunciar o resto do programa..."
"Prezados espectadores, após a brilhante intervenção dos cavalos e da GNR, prossegue o nosso show...para isso chamamos, de novo, o prof VAIS COM SELOS..."
A cãmara de TV procurava, num rodar histérico, a figura do Prof DR Jubilado...quando dde súbito parou, focou e fez um zoom de 200%....um silêncio gélido e perturbador cobriu todo o recinto e arredores, como uma sedosa camada de madrugadora geada aterra com gentileza nos campos floridos de Maio.... ao longe, (mais perto com o zoom, claro!!!) via-se o complexo dos edifícios da marinha - a cerca de 500 metros da escola - a arder sob um manto espesso de fumo negro, viaturas a explodir, vários corpos jazentes...enquanto no meio da estrada negra se avistavam, em alguns exercícios de repouso activo, uns franganotes e canalhitas de um 1,30 m de altura...o 7º E!!!!
(CONTINUA, HEIN!!????)

09 novembro 2007

O FANTASMADAOPERA E A PROFESSORA MARAVILHA

Hoje de manhã, tendo chegado demasiado cedo à eslav, e estando a mesma ainda deserta e adormecida, o professor Van Grogue foi obrigado a tomar a bica num cafezito manhoso, a dois passos da escola.

Tendo o dinheiro contado (agora que vêm aí parquímetros e tudo), decidiu não comprar o jornal. Em vez disso, aceitou o «Global», um jornal gratuito que um senhor de colete reflector lhe veio impingir.

No «Global», leu a seguinte notícia [Atenção, leitores, isto é VERÍDICO; nada de fantasias]

«Paris Hilton funciona como anestesia para ratos».

A notícia explica que, se introduzirmos na gaiola de uns ratos em grande sofrimento, a fotografia de Paris Hilton, estes reagem como se estivessem anestesiados, suportando calmamente as dores mais terríveis.

Entusiasmado por esta notícia, o professor Van Grogue, assim que a escola abriu, decidiu aplicar a experiência a fantasmadaopera que é, também ele, bem vistas as coisas, uma espécie de rato...

Van Grogue observou, encantado com o sucesso da experiência, as reacções de fantasmadaopera e daquilo que, nele, mais se aproxima de um pensamento, perante a passagem da colega Maravilde (também conhecida por Professora Maravilha).

FANTASMADAOPERA - Eeeeh! [Engole em seco]. Pá! Aquele salto alto e fino... tou anestesiado... ando aqui com um dedo a doer-me, que nem conseguia trabalhar decentemente desde 1943... e mal o sinto... Tou cansado... [Bocejo]... Deixa-me estender-me... vou esticar os pés sobre esta mesinha... olha, tou com os lábios húmidos... baba?! É boa, nem tinha dado por nada... Eu comia uma sandocha ali das da Dona Coluna, mas nem me consigo mexer... Eu se calhar agora passo pelas brasas... esta sala sempre é muito bem frequentada às vezes, realmente... se não fosse a minha presença, isto até era uma sala decente... E sobretudo se não fosse ali o narigudo... ai que já me estou a enervar... e a sentir dores outra vez... e vontade de trabalhar... de trabalhar com o meu punho sobre aquele nariz... deixa cá anestesiar-me, para onde é que foi a colega? Ah, lá está ela, lá está ela... Que salto... que saia...

É assim que a ciência progride. O Professor Van Grogue conseguiu, portanto, determinar a causa da placidez do senhor fantasmadaopera, digo, do seu permanente cansaço...