28 março 2008

A PROPÓSITO DO TELEMÓVEL QUE ATINGIU O TOPO DA CARREIRA: SER VEDETA DA TV

Atendendo ao momento actual, seria provável encontrar por aqui uma chusma de posts defendendo, criticando ou simplesmente opinando sobre o objecto do momento. Ninguém escreve nada e eu atrevo duas hipóteses: as pessoas não têm opinião ou, pior!, não se quererem comprometer. Descobre-se agora que afinal existem milhões de entendidos no assunto que não se inibem de manifestar em artigos que se reproduzem em catadupa; em todos os lugares menos neste. Assim seja.

O objecto sobre o qual o mundo gira é um telemóvel. Um desgraçado telemóvel, colocado no topo da hierarquia dos objectos indispensáveis à sobrevivência dos jovens. A teoria que mais se encontra é aquela que é contra o seu uso na escola. Não havendo muitos meios de controlar a praga, poderá a escola invistir no equipamento que simplesmente os desactiva enquanto dentro do espaço escolar. Sim, existem soluções. O método já é usado em algumas salas de cinema e há até padres que querem instalar este sistema nas igrejas.

Deste modo, já não corria o risco de me suceder outra cena destas, que teve lugar na última aula antes das férias. O telemóvel da Bá tocou e ela atendeu, dobrando-se para eu não ver. Teve azar, porque eu estava mesmo ao lado e mandei-a sair da sala. Entretanto, Bá não quebrou o diálogo e foi dizendo de telemóvel na mão: "- Espera aí um bocadinho que a professora está a chamar-me. Olha, estás a ver? Por causa de ti agora fui para a rua". E saiu, despreocupadamente, continuando a conversa enquanto arrumava as coisas e atravessava a sala, porque sabe que não é por isso que vem algum mal ao mundo.
Claro que a Bá vai passar de ano apesar de nos desafiar e aos pais continuamente, chegar atrasada todos os dias e a todas as horas; ir à casa de banho, não voltar, abandonar os materiais na sala e passadas duas aulas perguntar: "então, professor, não me trouxe os livros?". Certo, Bá, a nossa paciência é inesgotável, podes contar com ela.

27 março 2008

D.J. CARA DANJO PRONUNCIA-SE SOBRE O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

pur mín tôu conpelétamênte dacôrdo côum o nôuvo acôrdo oitogeráfico. êu ssêi k á pártes xátas côumo a mínha purfeçôura de portugês k gósta tãto de amêndár os mêus têistos e riscár túdo côum tínta varmêilha e íço agóra têr dír aprendêr a iscervêr ôutera vêz. e o k é máis é k inda vái têr máis êrros oitogeráficos do k êu. vai dárme un gôuzo paçár a çêr êu a amendárlhe os têistos. á á á á á. e até têinho máis uma idêia k é açín. einvêz de andár à luta pra tirár os télémóvens ós alúnos côumo çe víu no vídio a partir dagóra dêicha davêr cadérnos nas álas. paçâmos a iscervêr tôudos nus télémóvens k é õde a málta aperende a iscervêr çegundo o nôuvo acôrdo ortogeráfico. tópas.

16 março 2008

CARTA ABERTA DO PAI DE D.J. CARA DANJO

Recebemos do pai do nosso colaborador D.J. Cara Danjo, senhor Heliodoro Cara Danjo, uma missiva de apoio ao senhor ministro, que transcrevemos na íntegra:


«eismo çenhôur perimêiros-menístero.

çérve ésta cárta para le musterár a minha çuridalidáde e para le fazêr uma sujestãu.
êu pênço qe êste país já táva a perssizár dún púlsso de férro á muinto tênpo e puríço pênço qe o çenhôur é o ómein ssérto no ssítio ssérto e çôu ún furvôuzo apoiãte ssêu.
ssubertudo en ralassão ó ênçino. o mêu filho qe é o d.j cára danjo é ún rapás muinto espérto mas os purfeçôures não érão capázes de vêr iço. êle é tão espérto que nunca perssizou de estudár. nunca na minha vida vi o rapás a estudár. e os purfeçôures ssempre a dárle más nótas. fôi perssizo vir ésta menístera de qe nós gusta-mos tôudos muinto lá ein cáza ésta dâma de férro pra oberigár os purfeçôures a vêr o qe não qerião vêr. dêvo dezêrle qe já sse nótão melhóras. o mêu filho já me diz (deicha tár ó pái cõfia ein mín qe ún día inda me váis vêr menístero da iducassão). têinho de cõfeçár qe me cuméssa a parssêr puçívél. e inda máis dêsde qe êu tumêi cunhessimênto qe a maiór párte das medídas qe o menistério ãda a lanssár ssão da auturia imajinein vóssês de ún eis culéga mêu qe na altura éra a tróssa de tôuda a jênte côumo êle tínha a manía de beríncár ós cóbóis até le xamáva-mos o bronco kid. pôis no ôtero día inconterêiu e ssôube qe êle éra o faról lá do menistério. e díceme êle alenbraste da dôuna jertrúdes a purfeçôura qe me dáva cascudos pôis bein tôu finálmênte a vingárme déla. tá cláro qe não me póçoo vingár déla ssózinha e têinho de lichár tôudos os purfeçôres. êu cá ssôu açín ssêmpre fui muinto justo.
entertanto taméin vi onte no nutissiário qe o çenhôur perimêiros-menistro dessidiu puribir os pirssings e éça purcaria tôuda ós miudos. muinto bêin açín é qe é guvernár. o mêu fílho ãdáva ca mania dos pirssings e das tatuájeins e açín o purbelêma fica arrezolvido ssen êu ter de me zangár côn êle nein paçár por carêta qe aqéla purcaría inda é cára.
já agora sse pudéçee fazêr aí uma lêi a mandár os jóveins tôudos a curtár o cabêlo é qe me dáva jêito qe o mêu miudo ãda con o cabêlo muinto comperidão e não á manêira de êu o cõvenssêr a ir ó barbêiro. póço contár cunssigo?

pê ésse. lá tive na manifestassão qe o çenhôur mãndôu o çenhôur silva arriunir. dêi ún gerane bêijo á çenhôura dôna menísetra da iducassão cuando éla paçôu. têmos tôudos qe nos sacerificár-monos pelo país e o mêu sacerifíssio fôi êçe bêijo. pôssas. viume? êu éra aqêle qee tínha ún cartás a dezêr: çócrates çó dúas paláveras FOR-ÇA! o qe árde dói mas cúra.

milhóres comperimentos

cára danjo (pai)»

11 março 2008

A PUNIÇÃO


09 março 2008

PERGUNTINHA DE ALGIBEIRA E RESPOSTINHA DE ALGIBEIRA

Perguntinha: Se o insucesso dos alunos, na óptica do ministério, deve pesar na avaliação que é feita aos professores, como é que, segundo os próprios critérios do ministério, deve pesar, na avaliação da política ministerial, o óbvio INSUCESSO no que toca à adesão dos professores às medidas propostas (tão bem expresso ontem numa manifestação em que, caramba, até a Juju e o Pochato estavam presentes!, o que diz tanto, por si só, como a presença dos outros 99. 997...)

Respostinha: A senhora dona Lurdes Rodrigues falou ontem à noite. Já respondeu a essa perguntinha chata. A ideia é: Não recua nada, não muda coisa nenhuma. Os professores já se divertiram, já gritaram um bocado, e pronto!, agora há que voltar ao trabalho porque está muita coisa por fazer. (Dar aulas não será certamente, porque isso parece menos relevante). Hay que trabajar, hay que trabajar. Hay que salir a gañar! Hay que salir a gañar.

Uma coisa é firmeza. Outra é teimosia. Mas depois, ainda há uma coisa que tem vindo a ser mostrada, e cujo nome me abstenho de aqui escrever!!!!!!!

07 março 2008

SANDES, SANDES, SANDES DO ZÉ ABREU, VENHAM TODOS

Ao que parece, nos últimos tempos, os professores que andavam à procura do tal de bló discavam o endereço ou lá como é que se diz e tumba, enfiavam num anúncio de uma sandes.
Eu conto o que se passou: os fulanos do bló andavam todos muito nervosos porque se estava a criar por causa do bló um clima lixado. Gente que se divertia com o bló, mas que se divertia dizendo mal, ou anonimando. De modo que a equipa resolveu ir para outro saite ou lá o que é.
Vocês estão a ver-me. Sou de olhão. Mal eles libertaram aquele espaço, zás, vou eu e boto ali a minha publicidade. Está giro. Está bem visto. Mesmo que as pessoas agora deixem de lá ir, prontos, já houve muita gente que ficou a saber que eu vendo sandes do melhor.

Entretanto, mudaram-se de armas e bagagens para aqui.
Mas isto está a dar-me vontade de rir, porque parece que volta tudo ao mesmo. Já andam aí uns anónimos, por enquanto com pezinhos de lã.
Portantos, se calhar, também vou acabar por ganhar este espaço para uns anúncios.
Deixem-me ir aproveitando.
Reparem nesta publicidade à minha última sandocha, uma invenção que tenciono vender na manifestação e, depois, à porta das escolas.

SANDES MINISTRA.

Trata-se, basicamente, de uma sandes com a figura da ministra de Educação, sandes essa que visa encontrar nos senhores professores de todo o país os principais clientes.
O objectivo é ir-se trincando ou morder com força.
É pão duro e tem pouco miolo.
Não se deixem enganar. Não há noutros sítios e processarei quem venha copiar. Procurem na minha rulote. O nome é SANDES MINISTRA.
Vosso,
Zé Abreu

06 março 2008

D.J. CARA DANJO E AS EXPERIÊNCIAS DE FÍSICA E QUÍMICA OU LÁ O QUE É

é ssérto k êu gósto muinto da minha purfeçôura de purtugês mas não ssó êu taméin gósto bué da minha purfeçôura de fízica. não mén não é a purfeçôura de fízica típo jinástica k éssa dáme carôulos e agóra ãda ca manía das dãssas e põinos a dãssár o curridinho e éças ssênas. não mén tôu a falár mazé da purfeçôura de fízica e kímeca. típo éça ssêna do iléterão. plo k perssebi o iléterão tál côumo o nôme indíca é açín típo um viderão tázavêr çó k típo invês de ssêr pós víderos ssérve pa ressicelár côizas ilétericas. êu curto bué as álas de fízica e às vêzes taméin inssino umas côizas ós purfeçôures típo éla táva lá a falar típo não sei kê do cravão e do diamãte e táva lá a espelicár típo as diferenssas na durêza do cravão e do diamãte e tál e vôu êu e digole típo ó ssetôura a ssetôra çabia ke me diçérão k se paçármos a nôite cun carvão enfiádo no rábo de manhã êle terãsfurmôusse em diamãte. e a purfeçôura k é fíche e gósta típo dinssentivár os alúnos e pôulos a fazêr espriênssias e isso çó me dice ó cara danja atão çe kéres çaber mêsmo esperimenta. á purfeçôures k góstão mêsmo de mín mén. ésta gósta tanto tanto k até pênça típo izibirme ós xéfes déla pq cuãdo êu fálo éla acába çênper a dezêr (isto é k a menístera devía vír vêr).

05 março 2008

RELATÓRIO DAS OCORRÊNCIAS EM AULA

A aula iniciava do modo habitual, isto é, em pleno burburinho. Ainda antes de começar as actividades, Ruizinho aproximou-se de mim e perguntou: “Stôra, existem testes de virgindade? Não, pois não? Eu sabia, claro que isso não se pode ver!” e virou costas ainda antes de eu ter oportunidade de lhe responder. A turma começou a trabalhar depois de eu ter exposto a matéria, não sem ter sido interrompida meia dúzia de vezes para fazer calar alguém.
Aproximei-me então da mesa da Bélinha, (que desenhava uma figura feminina, com as mãos atrás das costas “mas de saltos altos para sair à noite”) e diz-me, alto e bom som: “Posso ir lá fora mudar o tampão?”. Foi. Mas desta vez, e para variar, voltou.
Ruizinho pergunta-me “Conhece a Ritalina? É que eu dei-lhe um beijo na boca”.
Entretanto, o Faustino passeia-se pela sala a pedir material emprestado, tal como o Firmino, o Tolentino e o Toninho, que teima em justificar-se que nunca é ele que faz barulho mas que só refilo com ele. Ruizinho, olhando para fora da sala, grita “Tas bom ó Zeca?”, dirigindo-se ao funcionário da escola.
Aninha vocifera contra o calor e vai despindo a camisola, indiferente às minhas repreensões. Continua, ajudada pela Bebé, e consegue despir a camisola que traz por baixo, ao que se segue uma grande e previsível algazarra, “stôra, ela mostrou o sutiã!”. Repreendi-a, chamando a atenção para os modos desadequados, para as atitudes impróprias para a sala de aula. Uma e outra vez. Não lucrei nada com isso, porque em breves minutos tudo se repete: um que se levanta, outro que rouba material, outro que refila, aquele que manda coisas pelo ar, dois ou três que me perseguem sala fora para pedir ajuda no desenho; este porque quer desenhar umas pernas de lado que teimam em se manter fixamente rígidas e de frente… outro porque pintou as nuvens de azul e agora não sabe de que cor é o céu…

Estabeleci, há algum tempo, a proibição de circular pela sala a não ser que fosse estritamente para afiar lápis. Obviamente, esta regra está sempre a ser transgredida. Às tantas, o Marcolino atirou-se ao Faustino (ou vice-versa, não consegui perceber); ao que diziam, aquilo não era nada, tinha sido só por causa dum lápis.
O Tomé, a pretexto de pedir um lápis à Antónia, sentou-se ao lado dela e passou-lhe qualquer coisa por baixo da mesa, com ar comprometido e arrumou de imediato qualquer coisa no bolso das calças. No fim da aula, questionei a Antónia, que me disse que “aquilo era um cigarro que o Tomé me deu para levar ao meu irmão no intervalo”.

Tudo isto acontece em absoluta agitação e com um barulho contínuo, altamente desgastante e que conduz a repreensões inevitáveis mas que surtem pouco efeito; pelas conversas cruzadas, pelo trabalho que não se faz e pelo nada que se aprende, pelo barulho irritante dos bancos e das mesas que chiam, já para não falar da constante troca de insultos entre colegas, pela troca de materiais e desaparecimento de objectos que são “roubados” na distracção de um ou outro; constantes e insistentes pedidos para “ir ao cacifo” buscar qualquer coisa altamente importante ou para ir à casa de banho.

Ninguém se preocupa em se aviar no intervalo, porque para estes alunos, tudo, mas mesmo tudo, pode ser feito durante a aula. Para quê perder tempo no intervalo?

(n da a: os nomes referidos não correspondem à realidade. Até porque hoje já não se usam nomes destes)

04 março 2008

O BLOGUE ESTÁ EM BOAS MÃOS

O blogue tinha desaparecido. Procurava-se por ele. Que era do blogue? Que diabo, uma coisa deste tipo não sume assim, sume?
Sumira.
Algumas pessoas buscavam-no ansiosamente, para poderem depois dizer mal dele à vontade, ou para o encherem de comentários mal-intencionados, ou para irem a correr avisar as visadas num ou noutro post, «Já viste? Olha que eles falam de ti! Vai ver, vai ver...», cheias de peçonha e, coitadas, em vez do blogue chocavam com um anúncio a umas sandes.

Depois, descobrimos.
Cá está ele.
Foi ocupado pela Ana Drago.
Ainda bem, ainda bem. Antes assim. Olha se tivesse sido ocupado pela senhora dona Lurdes Rodrigues...!

Ou por aquela outra senhora professora da nossa querida escola, como é que se chama ela?, ai que me escapa o nome, mas vocês sabem, sim, sim, essa mesma, essa mesma!
Livra!

Ana Drago: Avaliação não pode servir para combater o défice

18 fevereiro 2008

CRISE NAS ESCOLAS
















in
A BOLA de 14 de Fevereiro de 2008
(artigo publicado a pedido do autor)

05 fevereiro 2008

04 fevereiro 2008

03 fevereiro 2008

PREPARAM-SE AVALIAÇÕES? O QUE SE PEDE É UMA NOVA ATITUDE

1. Quando tocar para a entrada, nunca mais deixar-se ficar à conversa; não se atrasar pelo caminho, em lentas caminhadas com dois ou três colegas. Atropelar, acotovelar, disparar. Chegar ao pavilhão, cumprimentar a funcionária bem alto, para que ela note as horas a que chega, perguntar, inocentemente, «Então?! Não me diga que sou o primeiro...? Que andarão os meus colegas a fazer???», e seguir para a sala de aula sacudindo desdenhosamente a cabeça.

2. Não perder tempo a preparar aulas, o que é cansativo. Em vez disso, fotocopiar papelada: planificações, indicações, teorias. Páginas de livros, de sebentas, que adicionará ao seu processo - e que nem precisa de ter lido. Aliás, ninguém lerá: mas dá um aspecto sério!

3. Transformar todos os momentos de descanso em teoria pedagógica; registá-los, patenteá-los. Em vez de dar aula ficou a conversar com os alunos? Chame a esse momento: «Diagnóstico lúdico-didáctico»; em vez de corrigir testes foi ao cinema? Chame-lhe: «Despertar os alunos para a importância da espera, como elemento formativo».

4. Abster-se de dar negativas; ter sempre presente a grande lição da ministra: o sucesso é, fundamentalmente, uma questão estatística.

5. Vir para a escola com um trólei de ar carregado, o que sublinha necessariamente o seu estatuto-vip e, mais do que isso, competente. (O trólei até pode vir vazio, que ninguém vai revistá-lo. Por enquanto...!)

6. Pagar um copo ao seu Coordenador[a]. (Lembre-se: ele/ela acabará por avaliá-lo). Se ele/ela não beber, não lhe pague, alternativamente, cafés, que tenderão a enervá-lo e a fazer subir a tensão, o que não é bom para si. Pague-lhe antes um almoço. Ou dois.

7. Nunca, sob pretexto algum, discutir com a Dona Coluna. [Ela tem um carimbo!]

8. Se tudo isto começa a parecer-lhe complicado, reforme-se. Anda aí uma onda de reformas. Não se importe de perder dez ou quinze euros: vai ganhar em sanidade mental. E os potenciais competidores agradecerão!!!

Vêm aí as avaliações. Isto são somente algumas dicas de efeito seguro.

REFORMAS À VISTA NA ESLAV - UMA ANTEVISÃO

31 janeiro 2008

PENSAVAM QUE ME CALAVA?

Ao que parece, houve uma mãe que tropeçou neste blogue e, movida por uma ira justa e virtuosa, semelhante à da nossa ministra, quis pôr um freio nos professores. Daí a chamar a atenção para que estes devem ser «um exemplo», logo não podem ter blogues feios, porcos e maus, foi um passo: imprimiu, juntou páginas, mostrou, enviou, fez o processo. Não é que me tenham dito alguma coisa pessoalmente (aliás, a mim ninguém me diz nada), limitei-me apenas a ouvir os zunzuns mas não me posso calar, que isso é coisa que não suporto.
Se a dita senhora me dissesse qualquer coisa pessoalmente, eu também tinha umas tantas para lhe dizer...porque ela nem deve fazer a mínima ideia do que nós temos que fazer nas aulas para disciplinar as feras. No tempo do meu saudoso tenente Balicha, sim, no tempo em que havia respeito, nada disto acontecia. Se um praça dissesse, ou melhor, sonhasse! dizer um palavrão em público...era o bom e o bonito. Um correctivo de três dias na solitária e um mês sem dia de folga. A ver se não aprendíamos a lição!
Esta mãe, quero desde já dizer-lhe, em relação a mim está muito enganada. Porque eu não sou feio, nem porco, nem mau. Pelo contrário. Primo até por uma certa inocência. A senhora quer acreditar que a minha artista preferida até é a Floribella? Sobretudo agora, que aparece, em trajes menores, na minha revista masculina predilecta! Aquela miudinha, isto é, aquela que até há pouco tempo era uma miudinha, mas que sempre mostrou ter bom coração. Considero-a até um exemplo a seguir por todas as jovens: é bom de ver como um coração tão grande e tão bom alastrou ao corpo todo. Fenómenos destes não há muitos, não.
Até aposto que ela este ano vai bater o recorde de visitas na internet. Dizem que no ano passado a mais procurada foi a Ana Malhoa; não foi graças a mim que ela ganhou, mas confesso que ainda lá dei meia dúzia de cliques. Um homem tem que ver coisas giras, que raio, não pode ser só escola.

26 janeiro 2008

ORA PONHA AQUI O SEU PEZINHO

Poderia supor-se que certos professores arrastam os atacadores dos sapatos porque sofrem de dores de costas; afinal apenas que não sabem dar nós eficazes. Graças a isso, descobriu-se mais uma especialização da professora Ouro Incenso e Mirra - disponível quando em aaa ou em qualquer intervalo.

25 janeiro 2008

COMO SE CRIAM AS MODAS

Uma escola não seria uma escola se, nela, se não destacassem figuras-modelo, verdadeiros líderes, pessoas que, pela sua superioridade em qualquer plano, tendemos todos a copiar.

O pochato, por exemplo, durante anos a fio, tentou que o seguissem; vinha, resistentemente, de pochete para a escola: imaginava todos os colegas a imitá-lo, cada um com sua pochete, segura no braço meio dobrado, encolhido. Teve azar! Vinha com pochetes misteriosas, que perguntávamos que diacho conteriam, ou com pochetes em forma de cantil, de que sugava um líquido qualquer, ou pochetes assim, ou pochetes assado. Nunca o seguiram. Não é modelo quem quer! O resultado foi que alguma senhora invejosa lhe fanou a malinha de mão. E o pochato, sem essa sua bizarria, perdeu 98,3 % do seu interesse e do seu encanto. Já nem faz sentido que lhe chamemos «Pochato». Tem de passar agora a ser, simplesmente, o «chato»...

Já, por outro lado, madame resolve vir de trólei, e os tróleis começam a amontoar-se, a provocar engarrafamentos nas pontes e passadiças da escola.

O mesmo acontece, por exemplo, com a dona Juju. Decidiu, um dia, trazer aquela pastinha acinzentada - enfim, cor-de-rato-quando-foge - que diz «Areal»; (uma daquelas, portanto, com que as editoras compram os professores, nunca descobri a troco de quê); pois nem três dias eram passados, e já se multiplicavam por esta escola fora as pastinhas-Areal. Já contei quatro, sei que há muitas mais, que as colegas até as confundem e levam para casa as das outras, que e que que. Lá está: foi a Juju que a lançou. Sim, sim, a Ximão. Eu já desconfiava. Sou perspicaz. Quando vejo um líder, um modelo, reconheço-o logo...

23 janeiro 2008

FILHA DA MÃE

1. tranquilizem-se ó timoratos e dédeis espíritos, pois não se trata de mais uma crónica a malhar no Nunes da ASAE; este regresso à escrita do vosso humilde e fantasmagórico escravo/escriba não visa especular pela palavra escrita sobre essa enigmática personagem...Não , não se trata DO Nunes da ASAE, mas sim DA NUNES das AAs
2. a NUNES das AAs, zeloza funcionária desta instituição escolar, antiga descascadora de batatas no refeitório e costureira frustada (que indromina as colegas e alguns profs - entre os quais EU!!!- com arranjos de bainhas a preços de mercado!!!), foi presenteada Há 2 ou 3 anos com uma melhoria substancial na sua carreira...Passou a controlar e a marcar faltas aos profs escalados para as AAs
3. dir-me-ão...o que tem isso de mais? súcia de baldistas, que não quere é fazer nada...Ok!! também os (as) há desse jaez....mas adita cuja NUNES, inchada com a promoção súbita e pressionada certamente por outros(as) zelosos(as) cumpridores da lei, respirou fundo e mãos à obra...Vamos lá tratar desta cambada de inuteis que se arrastam pela sala dos profs sem fazerem nada...
4. continuarão a dizer-me...mas o que tem isso de mais? Ok!!...pois bem...a dita cuja, a NUNES das AAs, resolveu enfunar as velas e, num desmando de idiotice e estonteante subida de poder à cabeça, começou a perseguir e a tentar castigar este vosso servo/escriba...e de que modo? marcando faltas enquanto o prof se encontrava a cumprir as AAs para que tinha sido chamado...
Por 2 (duas) vezes, duas, a idiota ex- descascadora de batatas carimbou a vermelho FALTA no respectivo espaço , e rasurou de seguida ao verificar que tinha descascado não a batata, mas a sua própria mão...
~5. como sabeis, prezados leitores, e eu também, é legal a marcação de falta quando o prof não se encontra na sala na altura da sua escala de AA, mas É ILEGAL a rasura de livros de ponto quando o prof está a cumprir o seu serviço e a zelosa NUNES, que se ausenta da sala frequentemente, não vê o prof e (neste meu caso) infere, num rápido e contudente raciocínio lógico, que o prof está a faltar...´
6. mas a zelosa não fica por aqui...arroga-se o direito de, quando algum(a) prof inadvertidamente sai da sala, para ir comprar um bolo/sande ao bar- pois a zelosa e higiénica NUNES às 3 da tarde já vendeu por ENCOMENDA, TODO O SEU STOK, ...o dito (a) prof é brindado, na sua reentrada na sala, com uma valente descompustura, em voz alta e tom de séria ameaça...claro que os(as) invertebradas profs, agacham-se perante o tau-tau ministrado e ,com o rabinho entre as pernas e cosidas com a parede lateral, esgueiramse com ar culpado para a cadeira mais afastada e escondida da sala...
7.mas este vosso servo/fantasmagórico/escriba não é desses...o filho da minha fantasmagórica e querida mãe ainda tem espinha...não chateia ninguém e ~dá-se bem com a generalidade da comunidade escolar...mas se lhe pisam o calo!!!....Atenção...!!!ARMA-SE AQUI UM REVIRALHO QUE ESTA TRETA VAI TODA À FRENTE....E NAO FICA PEDRA SOBRE PEDRA!!!
8. a zelosa NUNES das AAs não é tão zelosa assim na sua função complementar; ninguém é perfeito, claro! não tem higiene nenhuma a mexer na comida... é frequente a casa de banho passar dois dias sem toalhetes para as mãos... é frequente a água de limpeza dos urinóis estar a correr durante todo o dia!! (pra limpar o quê?) numa atitude ecológica e racionalmente poupada...mas no resto e para este vosso servo/escriba é ZELAR...ZELAR À LUPA E CARIMBAR A VERMELHO...
9. acabo já...vocês, os mais novos, não devem ter lido as obras de José Vilhena...é pena...mas ainda vão a tempo e eu posso emprestar algumas...como "O FILHO DA MÃE" ou "O FILHO DA MÃE VOLTA A ATACAR" ou "A HISTÓRIA DA PULHICE HUMANA"....esta FILHA DA MÃE de que vos falei tinha papel de destaque em qualquer das citadas obras....

22 janeiro 2008

HOMENAGEM




20 janeiro 2008

DESCUBRA AS DIFERENÇAS



UMA NOVA CARTA À DRA. RUTH: «QUANTO MAIS ME BATES, MAIS GOSTO DE TI: QUE FAZER?!»

Querida Dra. Ruth:

Ajude-me, por favor.
O maior prazer de que me lembro, foi o de, ainda criança, muito criança, estar sentado num degrau, com as mãozinhas apoiadas no chão, quando, inadvertidamente, uma senhora poisou sobre uma das minhas mãos o salto alto e pontiagudo do seu sapato, tipo agulha, como se me quisesse cravar a mão ao chão; recordo-me de que não só não chorei, como fui invadido por uma onda de prazer desconhecido, que me percorreu o corpo todo. A minha vida sexual é, num certo sentido, bastante rica e bastante intensa: sempre que me entalo, que me corto, que sou agredido, esfaqueado, esbofeteado, que estou numa reunião de departamento, sinto gloriosas ondas de gozo!

Mas não pense que nisso reside o meu problema. Não. O meu problema é que eu sou professor, Dra. Ruth. E, como tal, deveria estar indignado e revoltado com a forma como a senhora dona Lurdes tem tratado os professores - ou seja, abaixo de cão! Os meus colegas esperam, de mim, que me sinta frustrado com as trapalhadas e as inépcias ministeriais, as lutas pela titularidade, a multiplicação do tempo que passo na escola, cada vez mais vão e mais vazio, menos dedicado aos alunos, com o próprio discurso da senhora e dos seus subalternos...

E a verdade, Dra. Ruth, é que eu não consigo indignar-me. Porque, secretamente, me apaixonei pela senhora dona Lurdes, eu que, toda a vida, sonhei encontrar uma mulher que me desprezasse e falasse assim, que me tratasse assim, com aquela voz rancorosa e aquele fácies duro. Que hei-de fazer? Responda-me, Dra. Ruth. Suplico-lhe.

João Rama Zoquista


Querido João:

Continue, secretamente, a sonhar com a sua paixão. Entretanto, junto aos seus colegas, participe nas manifestações contra a ministra. Mostre-se raivoso. Erga no ar as faixas com as palavras de ordem mais duras. (No entanto, eis o pequeno segredo que o pode ajudar, aproveite para deixar que os paus das faixas lhe batam na cabeça; peça às colegas que levam o material em tróleis, que lhe passem com os tróleis por cima; deixe cair máquinas de costura no dedão do pé, como outros já fizeram; ou seja, retire também prazer do protesto...)
Gosto muito de ajudar.

Sempre à sua disposição,

Dra. Ruth

18 janeiro 2008

O MODUS OPERANDI

Ex. ma senhora dona Lurdes:

Serve a presente para a pôr a par dos últimos acontecimentos na escola que, se bem me lembro, tínhamos decidido designar pelo nome de código «A Velha é Linda».

Hoje, apareceram-me aqui o agente Simões e o agente Azevedo, em polvorosa, a dar-me conta de que tinha havido uma ameaça de bomba. O agente Simões só me repetia não sei quê do «modus operandi», e que este não seria o «modus operandi» dos terroristas, nem dos bombistas, que não costumam ter um sotaque tão nortenho, mais o «modus operandi» para cá e o «modus operandi» para lá. Até que eu o mandei calar e passámos de imediato às investigações.

Temos como suspeitos, para já, Mrs. X (para continuar a falar em código), que se passeia pelos corredores da escola como se estivesse num aeroporto internacional, com um trólei onde me parece possível que transporte algumas bombas.

Por outro lado, temos aquela senhora cujo nome também não vou dizer por claro, mas a quem poderíamos chamar senhora Belém, ou tratá-la por outro nome de estação de caminhos-de-ferro (desde que não fosse, é claro, «caxias», porque assim já não seria código); trata-se, em resumo, de uma senhora professora a quem se terá metido um dia na cabeça que era por força campista, de modo que se passeia, alegremente, sempre com uma mochila às costas, onde quer que vá, aparentando levar, no interior da dita, um saco-cama, garrafas de água, lanternas, frigideiras, peúgos e outro material de campismo. Há a hipótese de que transportasse uma bomba.

Não deixámos também, como é evidente, de tomar devida nota de um senhor y, que passava aí muito de pochete. O que é, obviamente, qualquer coisa altamente suspeita. Fomos interrogá-lo, e o que ele nos confidenciou foi que «já não tinha pochetes», que lhe teriam roubado a sua querida pochete e, desde aí, nem queria voltar a ouvir falar nisso.
O agente Azevedo, quanto a mim pertinentemente, estranhou:
- Roubaram-lhe a pochete e o senhor não notificou a polícia?!
Está bem visto, não é verdade?
É suspeito, não é?
Assim tem sido o nosso «modus operandi» em referência ao assunto em questão.
Dar-lhe-ei conta de toda e qualquer evolução.

Respeitosamente,

Gaspar Olhovivo

11 janeiro 2008

TENTANDO LAVAR A CARA À ESLAV – Parte I (sem Parte II à vista)

- Boa tarde senhor Tony, já estava à sua espera, conforme combinamos…
- Ah, pois foi, mas eu não posso ir…
- Mas tínhamos combinado…Vim de propósito para vir trabalhar consigo… para lhe dar apoio, amparar o escadote, segurar no burquim, dispensar-lhe o nível, dar-lhe o fio de prumo...
-Pois! (diz, coçando a cabeça), mas é apareceram uns assuntos urgentes, sabe como é. Em primeiro lugar é preciso pôr aqueles placares no sítio, ali no polivalente.
-Bem vejo, até lá está uma mesinha; é para ir meditando acerca da obra, não? Para ver se está tudo direitinho…
-Isto ficou um pandemónio depois de cá virem pôr este carrossel vermelho. Podemos é deixar aquilo do bufete para outro dia. Ordens superiores…
-Pois, estou mesmo a ver, deve ser para quando eu estiver a dar aula…
-Olhe, olhe!, faça-me um favorzinho, chegue-se mais para aqui, isso isso! Tape-me… Vem lá a professora Mádá Blanco… pela cara dela estou mesmo a ver que me vem pedir pela milionési…ham…pela primeira vez para lá ir afixar uns painéis na sala dela…
-Oh! Senhor Tony, era mesmo consigo que eu queria falar!
-Professora Blanco, como está?
-Bem obrigada, então quando é que lá vai fazer aquilo?
-Não viu o Alelex, não? Vou ver se o encontro por aí…preciso perguntar umas coisas…é tudo tão urgente, meu Deus, tanta coisa para fazer… E logo hoje que o meu ajudante sofreu um ataque com gás sarin, saron, pimenta, ou lá lá o que é... esta canalha que não nos deixa trabalhar...

09 janeiro 2008

ANO NOVO, GRAAANDES MUDANÇAS

1. Quem se aproxima distraidamente de um dos flancos da escola, tchan-tchan!, é forçado, de repente, a segurar os seus olhos, não vão estes saltar-lhe das órbitas. Sobre o gradeamento, de um e de outro lado, tchan-tchan!, cartazes gigantescos chamam a atenção para preços baixíssimos. Publicidade ao «Continente»?! Ao «Modelo»?! Não é possível. Depois, principio a entender melhor a mensagem subtil e irónica. É um recado para o Ministério, pois é? Baratos, baratos, só os professores. Há que consumi-los. (Eles já andam tão consumidinhos...)

2. Mas, entrando-se, deparamos com enormes alterações físicas: rampas e escorregas em metal vermelho, plataformas e pontes levadiças. Aí, ingenuamente, julguei que se tratava de facilitar a circulação de alunos portadores de deficiência. Ou de ajudar aqueles professores que têm o costume bizarro, mal põem um pé na escola, e perante qualquer mica, qualquer degrau, qualquer tapete, de escorregar, tropeçar, cair. Por fim, também entendi: todo este aparato estrutural visa nem mais do que permitir Madame circular por todo o lado com o seu trólei. Vip é vip!

3. O trólei?! Primeiro estranha-se, depois entranha-se. No dia 0, as pessoas riam-se um bocadinho. Nos dias 1, 2 e 3, calavam-se um bocadinho com os risos, porque a Madame não gosta que a gozem. Mas daqui a umas semanas, vão começar a aparecer mais tróleis. Ponho as mãos no fogo.

4. Nem todos serão de marca. O «Lidl» anda a vendê-los. Talvez a escola pudesse anunciar, em cartazes, à porta...?!

21 dezembro 2007

LAVANDO A CARA À ESLAV - I

A escola está a ficar cada dia mais bonita. Aperalta-se para o 2008. Leva algum tempo, um dinheirito extra, algum sacrifício, um jorro de suor, mas principalmente muita paciência!
-Ah, senhor Tony! Isto está a ficar bonito! Ainda falta colocar muito sinais?
-Alguns, assim que houver mais um tempinho, acaba-se isso. Uma pessoa não consegue fazer tudo. Mas venha cá ver os que já estão. Olhe, começamos por aqui, pelo pavilhão A. Tá lindo ou não?
-Hã...?
-Não era assim que queria?
-Olhe lá, isto não era para ser ao contrário? Isto não é um 6, é um 9! Não viu o ponteiro do rato?
-Ai, é? Ah, veja lá que nem repararei nesse sinalzinho... Parece que estou a ver pior... (pigarreia senhor Tony, limpando os óculos à bata azul).
-Então e os outros pavilhões? Já está na 24?
-Venha, venha ver.
-Mas e este papel? O que é que faz fora do acrílico? Ó homem, isso era por dentro!, ENTRE os acrílicos!
-Ai era? Veja lá como as coisas são. Estava escuro, sabe, à tardinha...
-E este das casas de banho? Podia estar mais direitinho, não? Você não sabe usar o nível?
-Tá torto? Eu ia jurar que não! Sabe como é, de manhãzinha, há muita luz, um gajo confia...
-Olhe este aqui, o da sala dos professores, porque é que tem estes buracos atrás? Não sabia escondê-los?
-Buracos? Ai isso são buracos? E eu que pensei que eram chicletes, daquelas coisas, que os miúdos colam nas paredes...
-Olhe. Quando mudar esse, aproveite para por os dois das casas de banho no polivalente; é que, quando há um masculino, ali ao lado há sempre um feminino, percebeu? Já viu que tem que tirá-los todos, não é? Mas por favor, não faça isso sozinho...

18 dezembro 2007

MARCAS QUE MARCAM ESTE NATAL

As ocasiões festivas são, no ano, os momentos propícios à mostra de modelos que aguardam uma oportunidade de brilhar. O acessório do ano, recém-eleito por unanimidade por toda a comunidade eslavense apresentou-se hoje a público, provocando uma autêntica revolução mediática. Contra todas as previsões, conseguiu-se um esboço do modelito, que pecava pela ausência da outra peça com que estava planeado o binário, presumivelmente assinado por Agata Ruim de la Parda.

AFINAL O PRESIDENTE COMOVEU-SE!!!


Não, o presidente não verteu uma lágrima no acto eleitoral, mas no momento da investidura, apontam-se-lhe três lágrimazinhas marotas...

17 dezembro 2007

MADAME VEM DE TROLLEY (ESCREVE-SE ASSIM?!)

Madame teve, de presente de anos, para além de jóias, peles e tudo o que merece, um trolley - uma coisa tão fina e tão moderna, que nem sei se é mesmo assim que se escreve...

MADAME [referindo-se à prenda, vaidosa] - ... Eu andava tão carregada (ele eram testes, ele era o pc portátil, ele eram gravadores e, sobretudo, o meu carnet, tão pesado, tão cheio de informações e de planos maquiavélicos...) que já me queixava da coluna, das costas, dos braços. E vai daí, ofereceram-me um trolley... vou começar a trazê-lo no próximo período e já estou mesmo a ver: muita gente que eu cá sei vai rilhar os dentes de inveja. Toma!

O que levou Madame a insinuar que lhe deviam oferecer um trolley? O que levou a que lho oferecessem, finalmente? A grande queda!
Há dias, algures, Madame escorregara em não sei quê (uma mica?! uma uva?! um pobre tapete que lá estava cumprindo a sua função?!) e deslizara ainda mais rapidamente do que se fosse, ela própria, um trolley e zzzzzzzum: navegara, vogara, voara e aterrara no chão, sob testes, o pc, o gravador, o carnet...
E ninguém se tinha movido. Essa é que é essa. Havia pessoas a assistir e ninguém fora capaz de se dirigir a correr ou, vá, mesmo devagarinho, numa operação de salvamento: NINGUÉM!
Há quem diga que assim sucedeu porque, quanto maior a velocidade do espectáculo, mais lentos e lerdos tendem a ficar os espectadores.
A versão em que confio mais, não é essa. Diz que as pessoas paralizaram. Aterradas! Se Madame cai, é bom não se estar por perto quando ela se levantar porque, lá diz o antigo provérbio: «Madame zangada, ui ui, faz de conta que não existes! Não te mexas não te mexas ui ui!»
E foi isto.
Ofereceram-lhe o trolley...