02 dezembro 2006

UM MISTÉRIO COMO NUNCA SE VIU NADA ASSIM: EPISÓDIO OITO

Havia muito tempo que não se via uma coisa assim: um super herói prostrado no chão, supostamente vítima de um ataque produzido por uma arma química de elevado poder desmaiatório; outro super herói acamado numa enfermaria de hospital, alvo duma qualquer investida que lhe estragou a vesícula. Agamemnon e Miguelampião são os dois mais recentes alvos duma cabala que, para alguns, tem como objectivo impedir que se chegue ao “carnet” de Madame.
“Ninguém me tira da cabeça que aqui há coisa”, diz Tonieta Paço d’Arcos, que se sentiu obrigada a intervir no assunto apenas e tão só por estarem implicados elementos químicos; atarefada, dirige-se à máquina 319, engole um cafezito e de imediato convoca uma reunião de emergência do seu departamento. A reunião tem um único ponto na ordem de trabalhos: “identificar a fórmula química da substância que ataca super heróis e inanimou Agamemnon”. Mas não poderia contar com Lara Croft, exímia descobridora de pistas e conhecedora dos maiores segredos, aquela que tinha sido afastada da escola faltava-lhe agora, num momento crucial!
Entretanto, na sala de professores, os hiperactivos reúnem-se nos sofás vermelhos, isto é, mantêm-se no mesmo lugar onde Agamemnon os tinha visto. Cruzam as mãos sobre as proeminentes barriguitas e pensam, pensam, pensam, mas não chegam a nenhuma conclusão. Dior? Channel? Davidoff? Que perfume foi aquele?
É Planetazul que mexe uma palha: agarra Agamemnon pelos pés e tenta puxá-lo para o centro dos sofás, mas sem sucesso. Agamemnon envolto na sua armadura, está irredutível.
D.Pylar aproxima-se com as mãos nos bolsos da bata azul “Eu já tinha avisado: pessoas muito compridas ou muito largas não se podem atirar pró chão. E agora, quem é que o levanta?”.
Entretanto, aproveitando o burburinho que se observa em volta do super herói, as três velhas, de braço dado, seguem extasiadas Black Night que não esconde a sua satisfação por poder escapulir-se com a urna.
Porém, ao aproximar-se do portão, a passagem é-lhe barrada por um grupo de alunos; eram tantos como nunca se tinha visto nada assim. Iam para o clube de cinema.

6 comentários:

Ana C Marques disse...

Ah, é verdade! A sala de professores apareceu entretanto! Tinha ido à casa de banho.

Anónimo disse...

Muito suspeito!... Isso cheira-me a AAA.
Mas é claro! O perfume que fez desmaiar o nosso recém-chegado superherói só pode ser de uma reincidente e viciada em AAA.

Anónimo disse...

Clube de Cinema!? Mas todos sabem que ultimaente os alunos, num movimento de revolta, só têm ido ao teatro!

Anónimo disse...

Parece que um dos próximos filmes desse clube fantasma vai ser o "COLISÃO"

Anónimo disse...

isto de perfume cheira a livro, cheira a esturro

Abelha Maia disse...

será k é akele cheiro k se sente qd entramos no polivalente?!
e alguém devia avisar o black night k há 1 certa loja de ex-trezentos k tem 1 prateleira carregadita de CARNETS,quiçás o dito cujo esteja lá escondidito de livre vontade!!!!!!