04 dezembro 2006

Professor(II): Ter missão!

Professor (II): QUE MISSÃO?

I

Era possível escutar um piano que suavemente emitia um som tão agradável em ritmo de jazz. Uma melodia que consegue levar o pensamento até longe. A lugares onde o imaginário faz história, realiza sonhos e constrói o bem estar interior. As imagens surgiam turvas, sem sombras mas sem a clarividência que se impunha perante aquela música magistralmente tocada. Durante um tempo indeterminado ali ficou, pregado no sofá, inerte, mais hipnotizado que concentrado, pensando num futuro tão hipotecado como a nova missão junto dos eslavianos.

II

A dúvida aumentava. Até agora o que escutara era imperceptível. Será mesmo desempenhar a missão de acompanhante, de entretenimento ou de andar a ser escalonado, tal como numa lista de serviço de um exercito, armado com as frustrações, de nada conquistar. Estas eram as grandes discussões que ia escutando aqui e ali. Com a experiência, acumulada, em tempos passados, deslumbrava as fugas tácticas de alguns, pouquinhos, em determinados momentos. Sobretudo ao som do toque mágico do telefone. Pensava, pensava....pensava sobre a verdadeira missão que Zeus lhe atribuíra.

III

Decidira que não bastava estar ali. Teria de ouvir, perguntar, intervir, ver e reagir.

IV
Primeiro passo: ver o que esta ESLAV tem de bom. Certamente tem algo em que possamos centrar a atenção na qualidade. Aliás esta é uma das grandes funções de qualquer professor, isto é, ver o positivo. Será que aqui também é assim?

V
Segundo passo: o que há a transformar. Será que esta não será a mais glorificante tarefa.

VI

O CD chegara ao fim. Foi a muito custo que este professor despertou, mas nada se moveu. Mudar para outra melodia? Nahhhh!!!!!!!!!, mais um pouco aqui e logo se verá.

VII

O contacto com os caçadores provocara já o seu primeiro efeito. Deixa para amanhã o que também podias despachar hoje. Será que na ESLAV circula algum vírus de efeito imediato sobre a capacidade de trabalho?

VIII

Circula, que muito possivelmente, os desaparecimentos que se têm verificado nos últimos episódios, explicam os estranhos acontecimentos registados na ESLAV. Consta mesmo que a fuga cerebral será o grande caos do futuro docente e decente. Muitos preparam-se para entrar na carreira que os levará para outro local. Sugerem mesmo que o 102 será a melhor opção.

IX

Como evitar a fuga. Foi com este pensamento que lá foi para mais uma daquelas cenas de entreter meninos que perderam assim, mais uma oportunidade, de gozar o furo oferecido pela falta de um professor.

X

- Sabe Colega é o sistema, é o sistema que nos empurra para estas desonras.
- Sistema que sistema?
- Ah, sabe, é melhor perguntar àquele grupo que costuma estar sentado junto do bar da D. Pylar. Eles é que discutem futebol e isso dos árbitros. Eles sabem muito sobre sistemas e sobretudo dominam muito bem alguns esquemas.
- Vou andando que se faz tarde.

1 comentário:

Anónimo disse...

Ainda agora chegaste e já estás a embirrar com quem trabalha...Por acaso trabalham junto a um bar que não comercializa bebidas alcoólicas!